Quando pensamos em um programa de estágio 50+, é comum imaginar uma proposta diferente dos modelos tradicionais. Afinal, o estágio ainda costuma ser associado a profissionais jovens, no início da graduação e dando os primeiros passos no mercado de trabalho. No entanto, esse perfil já não representa todas as pessoas que procuram uma oportunidade de estágio.
Cada vez mais, profissionais acima dos 50 anos voltam às universidades. Alguns iniciam uma segunda graduação. Outros mudam de carreira ou buscam uma nova oportunidade após anos afastados do mercado.
Nesse cenário, o programa de estágio 50+ começa a ganhar espaço. A iniciativa pode ajudar empresas a ampliar a diversidade geracional e acessar profissionais com experiências, repertórios e trajetórias diferentes. Foi justamente esse movimento que o Banco Mercantil decidiu explorar.
A iniciativa surgiu a partir de uma discussão entre estagiários, RH e Marketing. Depois, evoluiu até se transformar em um programa mais estruturado.
Hoje, o projeto reúne mais de 30 profissionais 50+. Eles representam aproximadamente 10% do total de estagiários da instituição. Além disso, o banco já registra casos de efetivação.
Entretanto, chegar até esses resultados exigiu mais do que simplesmente abrir vagas para candidatos mais velhos.
Por isso, a empresa precisou rever sua estratégia de atração, aproximar-se de universidades e simplificar requisitos. Também foi necessário criar uma experiência capaz de integrar profissionais em diferentes momentos da carreira.
Neste artigo, reunimos os principais aprendizados compartilhados por Fabricio Machado, Gerente Executivo de Talentos e Cultura do Banco Mercantil, no podcast Gestão de Pessoas.
Ao longo do conteúdo, você vai entender como estruturar um programa de estágio 50+, quais desafios podem surgir e o que esse case ensina sobre diversidade geracional.
O que é um programa de estágio 50+?
Um programa de estágio 50+ é uma iniciativa voltada à inclusão de profissionais com mais de 50 anos que estejam em formação acadêmica e busquem uma oportunidade de estágio.
Na prática, ele amplia uma lógica que durante muito tempo ficou restrita aos profissionais mais jovens.
Por que o estágio não precisa ser exclusivo para jovens
O estágio costuma ser associado ao início da vida profissional. Porém, a trajetória de carreira deixou de seguir uma linha única.
Hoje, existem profissionais que começam uma graduação depois dos 50 anos, retomam os estudos, fazem uma segunda formação ou decidem mudar de área depois de décadas de experiência.
No case do Banco Mercantil, esse movimento aparece de forma clara. Há participantes que estão concluindo a primeira graduação e outros que buscam uma nova direção profissional depois de uma trajetória já consolidada.
Por isso, o estágio pode funcionar não apenas como porta de entrada no mercado, mas também como uma ponte para um novo ciclo profissional.
Quem são os profissionais que buscam estágio depois dos 50 anos
Não existe um único perfil.
Segundo Fabricio Machado, o programa reúne principalmente pessoas que estão concluindo a primeira graduação, muitas delas depois de não terem conseguido estudar anteriormente. Também há profissionais que já passaram pelo mercado financeiro, pessoas em busca de recolocação e trabalhadores que desejam migrar para atividades de maior complexidade.
Esse cenário reforça um ponto importante para o RH: idade não determina estágio de carreira.
Duas pessoas com a mesma faixa etária podem estar em momentos profissionais completamente diferentes. Por isso, processos de recrutamento precisam olhar menos para pressupostos e mais para contexto, motivação, capacidade de aprendizado e aderência à oportunidade.
Por que o Banco Mercantil criou um programa de estágio 50+?
A criação do programa não começou com uma decisão isolada da liderança.
No Banco Mercantil, a ideia surgiu a partir da interação entre estagiários, RH e Marketing. Durante um programa interno de inovação, os próprios estagiários começaram a compartilhar experiências do ambiente acadêmico e perceberam que estudavam ao lado de pessoas com mais de 50 anos.
A partir dessa observação, surgiu uma pergunta simples: por que esse público também não poderia participar dos programas de estágio da empresa?
Como surgiu a ideia dentro da empresa
O ponto de partida foi justamente essa percepção trazida pelos próprios estagiários.
Em vez de tratar o estágio apenas como uma porta de entrada para jovens, o grupo começou a enxergar a possibilidade de ampliar a diversidade geracional dentro da organização.
A relação entre diversidade geracional, estratégia e cultura
Para Fabricio Machado, porém, uma iniciativa desse tipo só faz sentido quando está conectada à estratégia e à cultura da empresa.
No caso do Mercantil, essa relação é direta. A organização declara como propósito ser o melhor ecossistema financeiro ou não financeiro para o público 50+. Além disso, um de seus valores reforça que as diferenças somam.
Isso ajuda a explicar por que o programa conseguiu avançar de forma consistente.
O papel do RH, do Marketing e dos próprios estagiários
O case também mostra que programas de inclusão podem ganhar força quando diferentes áreas participam da construção.
RH e Marketing ajudaram a estruturar a iniciativa, enquanto os próprios estagiários contribuíram com a identificação da oportunidade.
Assim, o programa nasceu de uma combinação entre escuta interna, alinhamento cultural e visão estratégica, em vez de funcionar apenas como uma ação pontual de diversidade.
Quais resultados o programa de estágio 50+ já trouxe?
O programa do Banco Mercantil ainda é relativamente recente, mas já apresenta resultados relevantes.
Atualmente, a instituição conta com mais de 30 profissionais 50+ em seu programa de estágio. Esse grupo representa aproximadamente 10% do total de estagiários da empresa.
Crescimento da participação de profissionais 50+ no programa
Segundo Fabricio Machado, cerca de um ano antes o programa ainda estava em estágio inicial. Desde então, a presença de profissionais 50+ cresceu e passou a ocupar uma parcela mais significativa dentro da estrutura de estágio do banco.
Esse avanço mostra que a iniciativa conseguiu sair de uma fase experimental e ganhar escala dentro da organização.
Casos de efetivação
O Banco Mercantil também já registra casos de profissionais 50+ efetivados após o estágio.
Um dos exemplos citados está na própria área de Recursos Humanos. A profissional passou pelo programa e hoje atua com iniciativas de aprendizagem e estágio, aplicando também a experiência acumulada ao longo de sua trajetória.
Percepção de líderes e equipes sobre os estagiários 50+
Além dos números, o banco destaca resultados qualitativos.
De acordo com Fabricio, os feedbacks de líderes e colegas têm sido positivos, sem relatos relevantes de dificuldades técnicas ou de relacionamento. Pelo contrário, os profissionais demonstram abertura para aprender novas tecnologias, compreender novos conceitos e se adaptar ao ambiente.
Esse ponto é importante porque reforça que o impacto do programa não deve ser medido apenas pela quantidade de participantes, mas também pela qualidade da integração e pela contribuição que esses profissionais conseguem gerar no dia a dia.
O que o Banco Mercantil aprendeu com o programa de estágio 50+?
Ao longo da implementação, o Banco Mercantil também conseguiu quebrar algumas percepções comuns sobre profissionais com mais de 50 anos.
Um dos principais aprendizados foi entender que esses profissionais não formam um grupo homogêneo. Muitos chegam ao programa em momentos de vida completamente diferentes, mas com um ponto em comum: a disposição para construir um novo ciclo profissional.
Estágio também pode ser uma porta para transição de carreira
O programa mostrou que pessoas com mais de 50 anos podem estar iniciando a primeira graduação, fazendo uma segunda formação ou mudando de área depois de uma carreira consolidada.
Em alguns casos, o estágio representa justamente a oportunidade de acessar uma profissão que não foi possível seguir anteriormente.
Experiência profissional e disposição para aprender podem coexistir
Outro aprendizado importante foi perceber que maturidade não significa resistência à mudança.
Segundo Fabricio Machado, muitos participantes chegam com experiência acumulada, mas também com interesse em aprender novas tecnologias, conceitos e formas de trabalhar.
Essa combinação pode ser valiosa para as empresas: repertório de vida de um lado e abertura para novos aprendizados do outro.
Diversidade geracional precisa acontecer na prática
O case também reforça que diversidade não deve ficar restrita ao discurso.
Para gerar impacto, a empresa precisa transformar essa intenção em oportunidades reais, desafios compatíveis com a função e espaço para desenvolvimento.
Isso passa também por evitar uma postura paternalista. Profissionais 50+ não precisam ser tratados como exceção, mas como pessoas capazes de aprender, contribuir e assumir responsabilidades dentro do programa.
Quais são os principais desafios de um programa de estágio 50+?
Criar um programa de estágio 50+ pode parecer simples no papel, mas a execução traz desafios específicos.
No Banco Mercantil, a principal dificuldade não foi convencer a liderança sobre a importância da iniciativa. Segundo Fabricio Machado, a organização teve boa abertura interna. O maior obstáculo foi encontrar candidatos com o perfil necessário nas diferentes regiões onde o banco atua.
Como encontrar candidatos 50+ que estejam estudando
Como o estágio exige vínculo acadêmico, o público elegível já é naturalmente mais restrito.
Além disso, o programa do Mercantil tem alcance nacional e precisa encontrar candidatos em diferentes localidades. Na prática, isso tornou a atração mais complexa do que o esperado.
O desafio de atrair quem já possui renda e benefícios
Outro ponto importante é que muitos profissionais 50+ já estão empregados.
Em alguns casos, eles possuem uma renda fixa ou um pacote de benefícios superior ao oferecido em um estágio. Por isso, a decisão de migrar para um programa desse tipo pode envolver uma perda financeira no curto prazo.
A dificuldade de preencher vagas em diferentes regiões
A capilaridade também aumenta a complexidade.
Quanto mais distribuídas estão as vagas, maior tende a ser o esforço para encontrar candidatos qualificados em cada localidade. Para superar essa barreira, o Banco Mercantil passou a investir em relacionamento com parceiros e aproximação com instituições de ensino.
O principal aprendizado é que a atração desse público exige consistência. Não existe uma fórmula pronta: é necessário construir canais, relacionamento e presença ao longo do tempo.
Como atrair candidatos para um programa de estágio 50+?
Um dos principais aprendizados do Banco Mercantil foi perceber que abrir vagas não seria suficiente para alcançar profissionais 50+.
Como esse público costuma estar mais disperso e, muitas vezes, fora dos canais tradicionais de estágio, a empresa precisou ampliar sua estratégia de atração e construir novas pontes com possíveis candidatos.
Aproximação com universidades
As universidades se tornaram uma frente importante para identificar profissionais com mais de 50 anos que ainda estão em formação.
Essa aproximação ajuda a encontrar pessoas que atendem ao requisito acadêmico do estágio e que talvez não estivessem buscando oportunidades pelos canais tradicionais.
Parcerias com instituições
O Banco Mercantil também recorreu a parceiros para ampliar o alcance do programa.
Segundo Fabricio Machado, o envolvimento dessas instituições foi importante para aumentar a efetividade da atração, especialmente porque esse tipo de iniciativa ainda não é tão comum no mercado.
Comunicação direcionada para o público 50+
Outro ponto relevante foi tornar a oportunidade clara para esse público.
A empresa utilizou comunicações mais próximas e diretas para mostrar que profissionais com mais de 50 anos eram, de fato, bem-vindos no programa.
Vagas afirmativas e processos inclusivos
O Banco Mercantil criou vagas afirmativas para profissionais 50+, mas não restringiu a inclusão a essas posições.
Segundo Fabricio, todas as vagas de estágio da organização também contemplam candidatos dessa faixa etária.
Esse cuidado reduz barreiras logo na entrada e reforça que a inclusão precisa fazer parte do processo como um todo, e não apenas de campanhas específicas.
O que avaliar na seleção de estagiários 50+?
Ao selecionar profissionais para um programa de estágio 50+, o principal cuidado é não criar critérios incompatíveis com a proposta da vaga.
No Banco Mercantil, a avaliação prioriza alinhamento com os valores da empresa, disposição para aprender, compromisso com a formação e competências comportamentais coerentes com o ambiente de trabalho.
Alinhamento com os valores da empresa
Fabricio Machado destaca a importância de buscar profissionais que tenham conexão com os valores corporativos.
Isso envolve, por exemplo, respeito à diversidade, capacidade de manter relacionamentos saudáveis e uma visão de desenvolvimento de médio e longo prazo.
Disposição para aprender e se desenvolver
Outro critério relevante é a abertura para novos aprendizados.
Mesmo quando chegam com uma longa trajetória profissional, os estagiários entram em um contexto de desenvolvimento. Por isso, precisam estar dispostos a aprender novas práticas, tecnologias e formas de trabalhar.
Competências comportamentais
O case também mostra que soft skills ganham bastante peso na seleção.
Entre os aspectos observados estão postura, compromisso, capacidade de relacionamento e interesse genuíno em se desenvolver dentro da organização.
Como evitar requisitos excessivos para uma vaga de estágio
Um dos conselhos mais importantes do episódio é simplificar os requisitos.
Segundo Fabricio, a empresa não deve buscar perfis excepcionais para posições de estágio. O ideal é definir critérios compatíveis com uma função de desenvolvimento e avaliar o potencial de crescimento do profissional.
Isso vale para qualquer faixa etária: exigir demais na entrada pode afastar bons candidatos antes mesmo do processo seletivo começar.
Como estruturar um programa de estágio 50+ na empresa?
O case do Banco Mercantil mostra que um programa de estágio 50+ não deve começar apenas pela abertura de vagas. Antes disso, a empresa precisa garantir que a iniciativa faça sentido para o negócio e para a cultura organizacional.
Conecte o programa à estratégia do negócio
O primeiro passo é entender por que a empresa quer criar essa iniciativa.
Segundo Fabricio Machado, programas desse tipo precisam estar alinhados à estratégia e ao propósito da organização. Caso contrário, correm o risco de se transformar em ações isoladas, sem continuidade.
Avalie se a cultura está preparada para receber diferentes gerações
A inclusão precisa acontecer também no ambiente de trabalho.
Por isso, é importante avaliar se líderes e equipes estão preparados para receber profissionais em diferentes momentos de carreira e oferecer espaço real para desenvolvimento.
Simplifique os requisitos da seleção
Outro cuidado é evitar exigências incompatíveis com uma vaga de estágio.
O ideal é definir critérios realistas e priorizar potencial, alinhamento de valores, comportamento e disposição para aprender.
Estruture onboarding e acompanhamento
No Banco Mercantil, os profissionais passam por onboarding e são acompanhados ao longo do programa.
Esse processo ajuda a entender como cada estagiário está se adaptando, quais dificuldades surgem e onde há oportunidades de desenvolvimento.
Acompanhe resultados e ajuste o programa continuamente
Por fim, a empresa precisa tratar a iniciativa como uma estratégia de longo prazo.
Fabricio reforça que cada ciclo deve gerar aprendizados para o próximo. Assim, o programa pode evoluir com base na experiência prática, sem perder consistência ao longo do tempo.
Diversidade geracional precisa ser uma estratégia de longo prazo
Criar um programa de estágio 50+ pode abrir novas possibilidades para empresas e profissionais, mas o impacto depende da continuidade.
Mais do que acompanhar uma tendência, a empresa precisa transformar a diversidade geracional em parte da estratégia de pessoas. Isso significa revisar critérios de seleção, preparar lideranças, acompanhar a experiência dos participantes e usar cada ciclo do programa para melhorar o próximo.
No episódio, Fabricio Machado reforça justamente esse ponto: iniciativas como essa precisam fazer sentido para a cultura da organização e permanecer ao longo do tempo. Caso contrário, correm o risco de virar apenas ações pontuais, sem impacto consistente.
O case do Banco Mercantil também mostra que profissionais 50+ podem chegar ao estágio com trajetórias muito diferentes. Alguns estão começando uma graduação, outros mudando de carreira e outros buscando uma nova oportunidade depois de anos de experiência.
Para o RH, isso exige uma mudança de perspectiva: olhar menos para a idade e mais para o momento profissional, a capacidade de aprendizado e o potencial de contribuição de cada pessoa.
Ao fazer isso, o estágio deixa de ser visto apenas como uma porta de entrada para jovens e passa a funcionar também como uma possibilidade real de recomeço profissional.
Assista ao episódio completo
Quer entender em mais detalhes como o Banco Mercantil estruturou seu programa de estágio 50+?
No episódio #284 do Gestão de Pessoas, Fabricio Machado, Gerente Executivo de Talentos e Cultura do Banco Mercantil, compartilha os bastidores da iniciativa, os principais desafios da implementação e os aprendizados que podem ajudar outras empresas a construir programas semelhantes.
Assista ao episódio completo e confira a conversa.
FAQ: dúvidas sobre programa de estágio 50+
O que é um programa de estágio 50+?
É uma iniciativa voltada à inclusão de profissionais com mais de 50 anos que estejam em formação acadêmica e busquem uma oportunidade de estágio. O objetivo é ampliar o acesso a novos ciclos profissionais e aumentar a diversidade geracional nas empresas.
Pessoas com mais de 50 anos podem fazer estágio?
Sim. O estágio não precisa estar ligado à idade, mas à formação acadêmica e aos requisitos da oportunidade. Por isso, profissionais 50+ que estejam cursando uma graduação podem participar de programas de estágio.
Quem costuma participar de um programa de estágio 50+?
O perfil pode variar bastante. Há pessoas concluindo a primeira graduação, profissionais em transição de carreira, pessoas buscando recolocação e trabalhadores que decidiram iniciar uma nova formação depois dos 50 anos.
Quais são os principais desafios de um programa de estágio 50+?
Entre os principais desafios estão encontrar candidatos elegíveis, alcançar profissionais em diferentes regiões e atrair pessoas que já possuem renda e benefícios superiores aos oferecidos por uma vaga de estágio.
Como atrair candidatos 50+ para programas de estágio?
A empresa pode ampliar sua busca por meio de universidades, instituições parceiras e comunicação direcionada. Também é importante deixar claro que pessoas com mais de 50 anos são bem-vindas no processo seletivo.
O que avaliar na seleção de estagiários 50+?
O ideal é avaliar alinhamento com os valores da empresa, competências comportamentais, disposição para aprender e interesse em se desenvolver. Os requisitos também devem ser compatíveis com uma posição de estágio.
Como criar um programa de estágio 50+ na empresa?
O primeiro passo é conectar a iniciativa à estratégia e à cultura da organização. Depois, a empresa deve definir critérios realistas, estruturar a atração, preparar o onboarding, acompanhar os participantes e ajustar o programa a partir dos aprendizados de cada ciclo.
Quais benefícios a diversidade geracional pode trazer para a empresa?
A diversidade geracional amplia a presença de diferentes experiências, repertórios e perspectivas dentro das equipes. No case do Banco Mercantil, líderes e colegas também relataram uma percepção positiva sobre a contribuição dos profissionais 50+ no programa.
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